Seja um seguidor(a), não custa nada!

domingo, 24 de abril de 2016

Linha do Tempo

Pré-histórica ,são denominadas assim , todas as manifestações artísticas que  existiram antes do surgimento da escrita.
•Período  Paleolítico ou Idade da Pedra lascada.
•Período  Neolítico ou Idade da Pedra polida.
Na Idade antiga refere-se a arte desenvolvida pelas civilizações  antigas após a descoberta da escrita e que se estende até a queda do Império Romano do Ocidente.
Na Idade Média insere-se  o período que , convencionalmente se chama de medievalismo.  A Igreja Católica  assume um papel de importância extrema.
Na Idade Moderna  nascem técnicas inovadoras e descobertas criativas, que proporcionaram novos estilos de representar a realidade. As quais surgem com o Renascimento que é o marco do final da idade média e o inicio da Idade moderna.
A Idade  Contemporânea  , período em que  surge a Arte Moderna  onde os  movimentos artísticos galopam  em uma velocidade compatível ao mundo moderno , até os dias de hoje.

A História da Arte não é apenas  uma evolução do primitivo ao sofisticado, nem do simples ao complexo, ela vai além disto ...

A História da arte , em seu todo, é uma história de modos  de percepção visual, das várias maneiras como o homem viu o mundo.
A arte possui uma razão de existir para o ser humano, expressa o que ele sente e como percebe o mundo que o rodeia,  assim não permanece a mesma, ela caminha junto com a história da humanidade.

“ O homem pré-histórico via o mundo como um todo indeterminado e que teve de aprender
a separar , diferenciar, selecionar aquilo que era mais essencial à sua própria vida em meio
aos muitos  e complexos traços do mundo , bem como teve de aprender a estabelecer o
necessário  equilíbrio entre o mundo e ele mesmo como habitante do mundo.”
“Quanto mais o homem acumula experiência, quanto mais aprende a conhecer as diferentes
coisas em seus diferentes aspectos, tanto mais rica precisa tornar-se a sua linguagem”

                                                 Ernest Fischer 

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Cubismo

O cubismo, uma das primeiras correntes artísticas das chamadas vanguardas históricas do  séc.XX, manifesta-se na França entre os anos 1908 e 1910. 
Os pintores e escultores deste movimento afirmavam que na natureza é possível reduzir todas  as coisas a formas geométricas perfeitas, mediante as quais elas podem se representadas.

Essa síntese da realidade é fruto de uma busca dos elementos mais fundamentais e primários  das artes plásticas, de suas próprias raízes.  De fato, uma das características principais do  cubismo é a revalorização das formas geométricas, além, é claro, da proposição da pintura  e da escultura como formas de expressão.

Quanto ao nome dado a esse novo movimento, ele não partiu dos próprios artistas, mas dos críticos de arte da época, totalmente desconcertados diante desse novo caminho de  expressão artística.  Ao visitar as primeiras exposições e convencidos de que se tratava de uma arte experimental que nunca chegariam a entender, começaram a se referir às obras com o nome de cubos ou de raridades cúbicas.  Essa nova corrente foi representada por
 dois grandes pintores e escultores: Pablo Picasso  e Georges Braque, embora se possa dizer que foi o primeiro, com sua obra “As senhoritas de Avignon”, que iniciou o cubismo propriamente dito.


PINTURA CUBISTA

Nos primeiros anos do cubismo, a pintura se caracterizou pela redução a rígidas formas geométricas de tudo o que se fosse representável.  Tudo o mais foi deixado de lado , em favor da revalorização dessas formas. 
Foi assim que se pintaram casas sem portas e sem janelas e pessoas com uma só mão  ou apenas um olho.

As cores utilizadas eram ascéticos ocres, marrons e verdes, com a função  principal de  remodelar as formas.  O volume foi cedendo importância à plasticidade. 
As figuras se tornaram planas e tensas.  As cores se perderam em transparências, chegando quase à monocromia, e já não se consegue diferenciar o corpo do espaço  que o contém.

Em sua segunda fase, o cubismo começa a se interessa pelas diferentes texturas e materiais, produzindo colagens originais de cores muito vivas.  Volume e espaço  são apenas insinuados com pequenos e leves traços de sombra.

ESCULTURA CUBISTA

No terreno da escultura, o cubismo destaca-se dos movimentos artísticos anteriores porque, diferentemente deles, suas obras são pensadas e construídas como nas colagens, com todo tipo de materiais: madeira, metais, papelão, cordas e outros, todos reunidos com o único fim de se obter uma escultura praticamente experimental e não concebida para a posteridade em mármores eternos e metais sólidos.

Como acontece na pintura, predominam as formas geométricas planas, e o pouco  volume é conseguido com sua superposição.  Um valor adicional da escultura  cubista é a fascinação de seus representantes pela arte étnica, principalmente a  Africana, pela qual se deixam influenciar e da qual extraem aquilo que lhes agrada.
 Por isso, não é de admirar o fato de muitas de suas obras terem algo desse caráter rústico e sutil da arte africana, embora sempre dentro dos princípios do cubismo:  formas geométricas planas e volumes reduzidos à sua expressão mínima.