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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Arte Brasileira - segunda metade do século XX. (Abstracionismo)



No Brasil, o Abstracionismo surgiu na década de 1950, no século passado. Um dos primeiros pintores abstratos brasileiros foi Antônio Bandeira. No início  de sua carreira, ele produzia uma obra figurativa.
No ano de 1951, foi organizada em São Paulo, a Primeira Bienal Internacional de Arte, no Museu de Arte Moderna. O Abstracionismo já estava presente na mostra, causando interesse e polêmica.
Os primeiros pintores abstratos brasileiros estiveram presentes na Primeira Bienal Internacional. Antônio Bandeira, Iberê Camargo, Lygia Clark, Manabu Mabe, Alfredo Volpi, Milton Dacosta, Waldemar Cordeiro, Ivan Serpa.
No ano de 1952, formou-se um grupo de artistas que se reunia para estudar o Abstracionismo. Este grupo ficou conhecido como grupo Ruptura, era formado por Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Lothar Charoux entre outros. Cada vez mais, o Abstracionismo começava a agradar, e a se firmar como expressão entre os artistas brasileiros. Novas descobertas eram feitas. A imaginação e a liberdade de expressão encontravam espaço, e ofereciam novos caminhos aos artistas.
Alguns seguiram o caminho do Abstracionismo geométrico como Volpi, e Rubem Valentim.
Outros artistas escolheram uma arte abstrata informal, sem preocupação com linhas, formas e espaços bem definidos. Ao usar movimentos e gestos amplos com seus pincéis, o artista não respeitava os limites das linhas, e combinava as cores de acordo com seu gosto e expressão.
Pinturas, gravuristas e escultores abstracionistas surgiram, e se firmaram, nas últimas décadas do século xx. Entre eles, nomes como Tomie Ohtake, uma das maiores expressões da arte abstrata no Brasil. Sua obra expressa estruturas misturadas com movimento e delicadeza. A técnica e a expressão são equilibradas, às vezes justapostas, e, outras, poeticamente aproximadas.
Na década de 1960, a arte brasileira  seguiu em várias direções. Por  exemplo: as imensas esculturas abstratas se tornaram verdadeiras experiências que provocaram novas sensações no público. O artista utilizava formas e materiais diversos que ocupavam grandes espaços.
A pintura abstrata plana “saltou” da tela, para ocupar os espaços com objetos tridimensionais. Móbiles, caixas, túneis de tecido. Sacos, palhas, tendas, e outros tantos materiais, se tornaram recursos, transformados pela expressão do artista abstrato em obras de arte. Segundo Hélio Oiticica, são chamadas “manifestações ambientais”.
O artista ambiental queria que o público participasse da obra. Lygia Clark foi uma das artistas que mais se destacou, produzindo uma obra que chamava a atenção de todos. Cativante, e ao mesmo tempo, desafiante.  Os Bichos, suas famosas construções geométricas em metal, vivem e se movimentam através de dobradiças, deixando o espectador intervir e interagir com a obra.
Novos materiais e novas técnicas foram acrescentados à arte abstrata.  Colagens, esculturas e fotografias passaram  a ser usadas pelos artistas plásticos, muitas vezes mesclando o abstrato com o figurativo, de uma forma provocante e questionadora.
Entre os escultores, Caciporé Torres e Amilcar de Castro preferiram esculpir em ferro e aço. Krajcberg utilizou  troncos, cipós, árvores e plantas para denunciar a destruição da natureza pelas queimadas. Outros gostaram de esculpir em mármore e bronze, como Bruno Giorgi.
A influência americana trouxe para o Brasil o “pop-art” . Os artistas misturaram textos, frases, imagens e cores sobre a tela, formando um quadro bastante popular do que era o Brasil na década de 1960.  Wesley Duke Lee, Carlos Vergara e Rubens Gerchman são apenas alguns dos artistas que representaram esta fase da pintura contemporânea.
Nos anos 80, a arte brasileira encontrou nos jovens, a sua força e a sua expressão. Surgiram nomes como Luiz Pizarro, Nuno Ramos, Leda Catunda, Daniel Senise, Carlito Carvalhosa, Rodrigo Andrade e outros. Coincidindo com a abertura política que o país vivia, a arte novamente dá espaço a novas expressões e representações.
Temas importantes são abordados pelos artistas de uma forma interessante e arrojada. Materiais de nosso cotidiano são transformados em suportes não convencionais .É tempo de novas expressões figurativas.
A arte abstrata foi muito importante para a evolução de nossa expressão artística. O Abstracionismo permitiu aos  nossos artistas se libertarem das técnicas convencionais, das figuras, das imagens e das formas rígidas. Eles puderam buscar com mais intensidade o mais verdadeiro espírito da arte: emocionar a si mesmos, e aos outros.
A arte sempre se renovará. Pois arte é vida. Novos caminhos irão delinear nossas emoções. Novos caminhos irão indicar nossas conquistas. Pois a arte reflete a sociedade. Suas angústias, suas frustrações. A sociedade  alimenta a arte. Na forma, na linha, na cor, na pincelada do artista. No espaço e no tempo da arte, mostramos nossos anseios, nossas esperanças ou nossa revolta. E a arte no Brasil revelará, como sempre revelou, o homem: o homem do Brasil.


Bibliografia: 
   Cores e Formas – A segunda metade do século XX  -  Nereide Schilaro Santa Rosa
                     Questões de Arte – O belo, a percepção estética e o fazer artístico - Cristina Costa

Um comentário:

  1. Monique, quando li seu perfil, pensei nossa! essa sou eu? Que coisa boa, o seu blog. Que coisa boa voce não se constranger e dizer de como sente, seus sentimentos. Parabens vou te seguir e colocarei seu selinho em um dos meus Blog. Tb sou artista, artesa etc. Essa minha sensibilidade só descobri depois de ficar deficiente visual. Abraço menina. Fique com Deus e precisamos de pessoas como voce neste orbe.

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