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sexta-feira, 25 de março de 2011

Arte e Tecnologia.

O que será que os artistas da Semana de Arte Moderna diriam das novas tecnologias empregadas a arte?
Veja que interessante, a tecnologia  a favor da arte, é só dar um clique no link e verá a reportagem.
Deixe um comentário, responda a pergunta acima.
Famosos ganham retratos feitos com círculos

Você colabora?



Esta é uma questão mundial, clique no link .

quarta-feira, 23 de março de 2011

Fenomenologia do olhar.

A matéria prima da visão é a imagem. Esta palavra tem origem latina, significa representação / imitação/ retrato/ representação do pensamento.
O olho está diretamente ligado ao cérebro. Há teorias que tentam provar que o olho é extensão do cérebro, ou que o cérebro se formou a partir do olho. De qualquer forma, a frontalidade dos olhos no rosto humano remete à centralidade do cérebro.
Segundo Bispo Berkeley, na obra “Nova teoria da visão”:
“Teoria da visão: o mundo tal como vemos, é uma construção, erigida lentamente por todos nós, em ano após ano de experimentação. Nossos olhos só recebem estímulos na retina que resultam nas chamadas “sensações de cor”. É a nossa mente que elabora essas sensações em percepções, que são os elementos da nossa visão consciente do mundo – fundada na experiência, no conhecimento.” (Bispo Berkeley, apud GOMBRICH, 1995, página 315)
A teoria de Berkeley, entretanto, é contestada por Gombrich com base no caráter indissolúvel da associação entre sensação e percepção:
“Embora aceitemos muito do que diz Berkeley, devemos duvidar de que tal proeza de inocente passividade seja possível à mente humana. Sempre que recebemos uma impressão visual, reagimos colocando-lhe um rótulo, arquivando-a, classificando-a de um modo ou de outro, mesmo que se trate apenas de um borrão de tinta ou de uma impressão digital. (...) Porque ver não é apenas registrar. É uma reação de todo o organismo à luz que estimula o fundo do olho. De fato, a retina foi recentemente descrita por J. J. Gibson como um órgão que não reage a estímulos luminosos individuais, tal como postulado por Berkeley, mas às suas relações ou gradientes. (...) A distinção entre a sensação e a percepção, plausível como parecia, teve de ser abandonada em face da evidência de experiências feitas com seres humanos e animais. Ninguém jamais viu uma sensação visual, nem mesmo os impressionistas, por mais engenhosamente que espreitassem sua presa.” (GOMBRICH, 1995, página 316)

Alguns teóricos, como Zamboni e Smith, dizem que primeiramente olhamos para depois chegarmos ao ato de ver. Geralmente olha-se sem ver, devido ao fato de que em nosso cotidiano não temos tempo de absorver e realizar um ato de leitura e reflexão. Como diz Zamboni:
 “O ver não diz respeito somente à questão física de um objeto ser focalizado pelo olho, o ver em sentido mais amplo requer um grau de profundidade muito maior, porque o indivíduo tem, antes de tudo, de perceber o objeto em suas relações com o sistema simbólico que lhe dá significado”. (Zamboni apud BARBOSA , 2002 , p.69)

Só conseguimos ver aquilo que nos é significativo. Isso relaciona-se ao sentido que estabelecemos entre nossas experiências e o que estamos vendo. Precisamos decodificar os signos e compreender a sua relação em um determinado contexto socio-cultural, juntamente com o conhecimento do leitor.  Enfim, o olhar de cada um possui diferenças, e estas estão ligadas às suas vivências anteriores, assim o que se vê não é o dado real e sim o que se consegue captar e interpretar como significativo. Ocorrem assim, variadas formas de olhar uma mesma situação.
“Para os Gregos e Romanos, existiam dois olhares: o receptivo e o ativo, enfim o ver por ver sem o ato intencional do olhar e o ver como resultado obtido a partir de um olhar ativo.” (BOSI, 1993)
Podemos perceber que os verbos “ver” e “olhar” são associados aleatoriamente a significados fixos. Essa questão de semântica não altera nosso estudo, o qual denominará deste ponto em diante o “olhar” como ato intencional.
O Olhar:
Do ponto de vista etimológico:
1.      Eidos ou Idea  = Forma ou figura; Video = eu vejo; Os etimologistas encontram na palavra historia (grega e latina) o mesmo étimo id, que está em eidos e idea. A história é uma visão-pensamento do que aconteceu.

Do ponto de vista literal:
2.      Ver e olhar são palavras que expressam idéias diferentes
3.      Em português: Ver = ato de registrar uma cena ou objeto; 
              Olhar: Ver com intencionalidade
4.      Em inglês: See = ver; Look = olhar
5.      Em espanhol: Ojear = ver; Mirar = olhar
6.      Em frances: Voir = ver; Regarder = Olhar
7.      Em italiano: Occhio = olho, visão; Sguardo = Olhar, olhada

Do ponto de vista metafórico:
O olhar filosófico envolve a capacidade de sentir admiração, é parecido com o olhar infantil, que é curioso e desprendido de preconceitos. “Para praticar o olhar filosófico é preciso muita paciência, e o mundo que vivemos hoje, acelerado e repleto de informações, está fazendo com que percamos essa capacidade , pois o olhar filosófico é lento, não tem pressa, pois sabe que é essencial ater-se aos detalhes” (FEITOSA, 2004)
Na Renascença o objetivo do olhar era a perspectiva, o artista deveria aprender a olhar de perto e de longe.
“O olho, janela da alma, é o principal órgão  pelo qual o entendimento pode obter a mais completa e magnífica visão dos trabalhos infinitos da natureza. Visão e entendimento estão aqui em estreitíssima relação: o olho é a mediação que conduz a alma ao mundo e traz o mundo à alma. Mas não é só o olho que vê, o entendimento, valendo-se do olho, obtém a mais completa e magnifica visão”. (BOSI, 1993)
O olhar antropológico é aquele que requer um distanciamento do objeto de estudo, não sendo influenciado pelo mesmo. Neste caso, a visão do outro é aceita sem contestação. É preciso observar ou olhar com empatia e sem preconceito.
O olhar cartesiano: “Para o código racionalista só há uma visão verdadeira, uma intuição certeira , a razão só vê o que ela mesma produz segundo seu próprio desígnio.” Ciência = um olhar que examina, analisa, compara.
O olhar como expressão: esse novo olhar é o que exprime e reconhece – fruição. Percepção do outro. Podemos citar como exemplo o dito popular "Comer com os olhos", que denota foco total de atenção para o outro, ou para um objeto, assimilando-o em sua plenitude.
“O olhar expressivo que une mente e coração, corpo e alma, olhos e mãos tornou possível o gesto da arte.”
“O ser humano é por natureza um ser criativo. No ato de perceber, ele tenta interpretar e, nesse interpretar, já começa a criar. Não existe um momento de compreensão que não seja ao mesmo tempo criação. Isto se traduz na linguagem artística de uma maneira extraordinariamente simples, embora os conteúdos sejam complexos.” (Fayga Ostrower, in BOSI, 1993, página 167)
Olhar e ser olhado, atividade e passividade, exercem-se em um campo de forças onde o poder e o conhecer se fundam mutuamente. O outro é uma liberdade que pode invadir a minha; logo o outro existe. O olhar é a expressão mesma desse poder.”
“Olhar não é apenas dirigir os olhos para perceber o “real” fora de nós. É , tantas vezes, sinônimo de cuidar, zelar, guardar, ações que trazem o outro para a esfera dos cuidados do sujeito: olhar por uma criança. (...) As vezes a expressão do olhar fala por si, sem a necessidade do ato, por exemplo: Meu pai não precisava dizer nada para a gente obedecer. Bastava um olhar.” (BOSI, 1993).

Devemos ter em mente que “ver coisas opera com uma intencionalidade que não é a mesma com que se vêem pessoas.”

Outros olhares:

Contemplar é olhar religiosamente

“Nem todo olhar possui a capacidade de contemplar. E qual a atividade própria da contemplação? Lembrar. A visão cristã está na contemplação da divindade , que está no céu, no meio de nós e dentro de vós.” (BOSI, 1993)

Considerar é olhar com maravilha.

Respeitar é olhar para trás ( ou olhar de novo).

Admirar é olhar com encanto.


A educação pelo olhar: Simone Weil e a filosofia da atenção
·          Simone Weil é a filósofa da atenção: primeiro, como atividade superior da mente; depois, como princípio estratégico para lutar contra a máquina social, o platônico “Grande Animal”
·          O que significa atenção para Simone Weil? “O método para compreender os fenômenos seria: não tentar interpretá-los mas olhá-los até que jorre a luz. Em geral, método de exercer a inteligência que consiste em olhar. (...) A condição é que a atenção seja um olhar e não um apego. (WEIL, 1950, p. 388)
·          Simone era operária da Renault, e observou a divisão rígida e crescente do trabalho mecânico X intelectual / dirigido X dirigente. Ela sonhava com uma sociedade onde meios inteligentes de produção supririam a sociedade livre para o exercício da inteligência, uma “democracia socialista”
·          O texto de Bosi menciona 4 dimensões estruturais no pensamento de Simone Weil:
  • Perseverança: A atenção deve enfrentar e vencer a angústia da pressa
  • Despojamento: A atenção é uma escolha, logo uma ascese. Quem prefere, pretere. A atenção tudo sacrifica para ver e saber
  • Trabalho: a atenção é um “olhar que age”. A relativização do cartesianismo em Simone Weil se faz através da construção de uma ponte entre a consciência e a ação eficaz.
  • Contradição: “Não há contradições no imaginário. A contradição experimentada até o fundo do ser é o dilaceramento, é a cruz. Quando a atenção fixada em uma coisa revela, nesta, a contradição, produz-se algo como um descolamento. Perseverando nesta via, chega-se ao despojamento” (Sinone Weil, apud BOSI, 1993)
BIBLIOGRAFIA
  1. GOMBRICH, E. H. Arte e Ilusão – O estudo da psicologia da representação Pictórica. 3° Edição. São Paulo: Martins Fontes, 1995
  2. MARTINS, M. et all. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998
  3. BOSI, A. Fenomenologia do olhar. In A. Novaes (Org.), O olhar (pp. 65-87). São Paulo: Companhia das Letras, 1993
  4. BARBOSA, Ana Mae . A Imagem no Ensino da Arte. São Paulo: Perspectiva, 2002.
  5. FEITOSA, Charles. Explicando a Filosofia com Arte. Rio de Janeiro:Ediouro, 2004
  6. WEIL, S. Attente de Dieu. Paris: La Colombe, 1950

O mundo do imaginário fotográfico.

A cada um e a todos, a imagem irá ter a sua interpretação visual, o seu olhar diante da sua capacidade de compreender o que se passa na intenção do fotógrafo, as entrelinhas....
Veja um exemplo deste no artigo postado no link abaixo, clique , garanto que vai valer a pena!

*EDUCABLOG: A LEITURA DA FOTOGRAFIA: MUITO OU NADA – O CONVITE A VER...

Exercício prático - Simetria.

Exercício feito pelos alunos do sexto ano.
Proposta: trabalhar com o próprio nome, criando uma simetria espelhada. Através do lúdico os alunos foram capazes de criar e revisar o conteúdo já visto anteriormente em aula teórica. Veja o resultado.



 
 
 
 
 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Criações de Anastassia Elias

A imaginação é a magia da arte!
Veja a criatividade e habilidade da pintora e ilustradora francesa, Anastassia Elias, Impressionante!



O grito - a história do quadro.

A tela O Grito foi pintada após uma experiência alucinante vivida pelo norueguês Edvard Munch (1863-1944) enquanto passeava no parque Ekebert, em Oslo. Em seu diário, o artista registrou o episódio: “Acima do fiorde azul-escuro havia ameaçadoras nuvens vermelhas como sangue e como línguas de fogo. Meus amigos se afastavam e, sozinho, tremendo de angústia, eu tomei consciência do grito infinito da natureza”.
As cores assustadoras vistas por Munch, freqüentes durante os crepúsculos de outono nos países nórdicos, foram atribuídas por astrônomos americanos em 2003 ao resultado de uma explosão vulcânica ocorrida na Indonésia em 1893.
Há quatro versões do quadro. Em agosto de 2004, a primeira (acima), que estava exposta no Museu Munch, foi roubada. Ela é considerada a melhor de todas e foi exibida no Brasil em 1996, durante a 23ª Bienal de Arte de São Paulo. A segunda tela está na reserva técnica do museu; a terceira, na Galeria Nacional de Oslo; e a quarta faz parte de uma coleção particular.

Exercício Prático - Desconstrução da imagem em perspectiva.

Esta é uma pequena mostra com os exercícios feitos pelos alunos do sétimo ano.
A proposta - recortar uma imagem da revista, contendo os principais elementos que estudamos na aula sobre perspectiva, (ponto de fuga, linha do horizonte, primeiro plano e segundo plano) e desconstruí-la, fazendo recortes , e em seguida colando na folha com um certo distanciamento entre eles.Foi mais uma forma de fixar e revisar o conteúdo da aula teória através de uma brincadeira , mas o resultado ficou interessante como podem ver nas imagens a seguir.














Incrível!

Realmente fico encantada com a capacidade de transformação , o olhar do artista e sua sensibilidade são a janela de sua alma. Mais uma vez tenho que parabenizar o autor da magnífica criação.
Veja no link.
Destruição vira arte em hospital

A criatividade não tem limites!

 Esta é mais uma demonstração de que a criatividade é infinita.....
Clique no link.
Artista cria retratos usando torradas

Um olhar atento ...muda tudo!



O lixo que se transforma, parabéns ao criador!

Criatividade é tudo.

Clique no link.
Artista desenha personalidades usando palitos de dente

segunda-feira, 14 de março de 2011

Arte não é diversão.

Indico tanto o artigo , quanto o blog, vale a pena! Basta clicar no link abaixo.
*EDUCABLOG: A INTENÇÃO COMUNICATIVA DO TEXTO ARTÍSTICO: "Uma sociedade imediatista e de consumo tende a destruir aquilo em que toca e esse é, para a filósofa Hannah Arendt, o grande perigo atual da..."

sábado, 12 de março de 2011

Arte Conceitual

"Eu estava interessado em idéias não somente em produtos visuais
                                                                            Marcel Duchamp
A arte como idéia, tendência derivada do Dadaísmo e de Duchamp movida pelo impulso de eliminar a estética tradicional.
A obra não é um fim em si : existe como um meio para realização da arte como conceito. 
Aproxima a  arte da filosofia. Essa arte, que se oferece mais ao pensamento que ao olhar, propõe uma nova forma de fruição.
A arte é pensar sobre a arte. 
Eliminando os meios tradicionais, surgindo novos meios de expressar  a arte, como por exemplo: instalação, performance e happening.

Instalação
Surgiu o termo de conceito de instalação como obra de arte,a partir do movimento chamado Minimalismo ou Minimal Art, por volta dos anos 60/70. 

Na maioria das  vezes são obras tridimensionais que utilizam, conjugam diversos materiais e objetos, incluindo luzes, vídeos e som, cuja colocação é variável conforme  o local onde são “instaladas”, onde seu objetivo é que o espectador possua uma relação de interação com a obra, explorando outros sentidos além da visão. 
A instalação é uma obra que  integra o espaço onde se encontra.
 Tomie Ohtake, 2000
(12 peças em uma área de 400m2)

Performance 
É um espetáculo em que o artista atua por conta própria, interpretando papéis  ou fazendo sua criação. 
Interage várias linguagens, como dança, música e interpretação. Tem um caráter experimental e reduz-se a um número pequeno de apresentações.
Atuação  planejada, o público que vai assistir, sabe que vai acontecer algo.
 Canibal, 2004
Marco Paulo Rolla

Happening
Ligados a eventos, são acontecimentos, não são objetos. Têm um caráter de apresentação informal e espontânea,  associada a surpresa, a uma ação imprevista. 

O público não espera o que vai acontecer, nem tão pouco sabe o que vai acontecer.

Podemos chamar estes eventos abaixo de Performance ou de Happening?
Os dois termos aparecem em diversas ocasiões como sinônimos. 
Sendo que  no Happening o espectador participa da cena proposta, enquanto que  na Performance de modo geral, não há participação do público.
“Na Arte Contemporânea, não há fronteiras entre a fotografia, objeto ou as instalações. Mais do que a forma, o que importa é o que e tem a dizer.” 


“Na Arte Contemporânea, a arte é o modo de vida.”